Mai 28

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Mai 28

Já repararam que actualmente toda a gente tem GPS e ninguém tem um daqueles velhinhos mapas Michelin que nos obrigavam a encostar na berma com os quatro piscas ligados para conseguir ler e perceber fosse o que fosse? Actualmente somos “tele-guiados” para todo o lado, sem resmungar. E o que me faz mais espécie é esta época do GPS que está agora a começar. É certo que toda a gente tem GPS. Do betinho ao azeiteiro. Mas a época do GPS caracteriza-se porque concerne os imigrantes. Esta gente anda há cinquenta anos a fazer todos os anos a mesma viagem para a mesma casa e de repente meteram-se na cabeça que ter uma porra de um GPS ligado ali no meio do tablier era uma brilhante ideia e engenhoca útil. Alguém me explica a lógica disto?

P.S. – Eu já nem falo nas pessoas (esqueçam os imigrantes) que vão todos os dias de casa para o trabalho e do trabalho para casa e mesmo assim acham por bem ter ali uma ajuda digital, não vá a estrada mudar radicalmente no espaço de vinte e quatro horas.

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Mai 22

Votem no José Eduardo Bettencourt e a profecia do Dias da Cunha irá cumprir-se: Sporting morto daqui a dez anos. Os senhores da gravatinha estão a conseguir cumprir o seu plano à risca. Ainda assim, o José Eduardo Bettencourt é o menos mau de todos. Vá lá.

P.S. – Não é que eu seja apoiante claro do Paulo Pereira Cristovão (embora até agora as suas ideias me tenham agradado), mas foi o único que apresentou qualquer coisa com pés e cabeça.

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Mai 20

Pelo motivo mais que válido de poder ler acerca dos meus amigos da FlorCaveira. Já antes disso tinha tido oportunidade de ler um excerto do artigo na versão online do jornal. Um excerto, pensava eu. O rico euro que investi no diário foi literalmente deitado pela sanita abaixo. Porquê? Dois motivos: primeiro porque o que li na Internet não foi um excerto do artigo. Foi o artigo. Ponto. Na totalidade, todinha. Até a fotografia era a mesma. Se disponibilizam as peças na Internet pergunto-me para que serve o jornal em formato papel. Pergunto mesmo. O segundo motivo, prende-se com a absurdidade que vinha estampada na manchete: “Entrevista a Paulo Rangel: «A Igreja deveria ser mais aberta quanto à homossexualidade.»”. Meus amigos, sem ofender ninguém, se há coisa que os homossexuais querem ver mais aberto não é a Igreja com certeza. Mas isto dito por um católico praticante até soa esquisito.

Para um jornal com nome mono-sílabaco, o «i» deixou-me sem palavras.

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Mai 19

O mundo aparenta estar chateado comigo e eu lá vou afiançando que estou chateado com o mundo.
Resta saber quem é o mundo.

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Mai 17

Voltei ao cinema! Quatro meses e tal depois, volto a ver um filme.
Mais detalhes o post que está para vir.

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Mai 7

Não se façam de surpreendidos. Este blogue voltou a parar outra vez, tal como já aconteceu muitas outras vezes desde que se fez gente. É uma qualquer mistura explosiva de falta de motivação, de vontade e de assunto para aqui escrever. No fundo no fundo, sinto falta dos primeiros tempos do blogue em que só uma ou duas pessoas sabiam da existência dele. Ou melhor dizendo, só uma ou duas pessoas sabiam associá-lo a mim. Era uma altura em que podia falar livremente de tudo. E meus amigos, nem imaginam o quanto me apetece desabafar assuntos. Assunto. No singular. Mas não posso. Volto quando me der para isso.

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Abr 27

Realmente as aparências iludem. Ou nós é que nos precipitamos. Aquilo que à primeira vista é capaz de nos deitar abaixo (ou, não indo tão longe, simplesmente deixar uma ideia negativa), pode afinal de contas revelar-se ser apenas um… “mal-entendido”. Algo totalmente diferente e que nem sequer nos passou pela cabeça de tão submersos que estavamos naquela terrível ideia inicial. Afinal enganamos-nos. Afinal é só um susto. É o que dá viver e conviver demasiado com as expectativas.

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Abr 20

E não é fisicamente. Nesse campo provavelmente estarei no meu pico de forma. Também não é stress. Nisso as coisas até andam bastante apaziguadas. É outra coisa. Estou cansado e farto.

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Abr 17

Ainda sobre o Seven Pounds. Foi, até agora, o único filme que vi em 2009. Literalmente, ponto final, parágrafo. Eu havia afirmado que era o melhor filme que tinha visto este ano. Sem querer isto está-se a tornar numa verdade categórica. Não tenho ido ao cinema, o que me deixa de certa forma desapontado mesmo não tendo motivação para ir, por razões que meia-dúzia de pessoas conhecem, embora não sejam segredo para ninguém. Não tenho alugado filmes para ver, o que é irónico porque ultimamente tenho passado muitas horinhas num lugar que é metade clube de vídeo. Não tenho visto televisão, o que é certamente uma boa notícia no sentido em que, não tendo acesso aos setenta e sete milhões de canais culturalmente diversificados, também não tenho que aturar a podridão dos quatro (vá, três) canais em sinal aberto.
Resumindo, ando cortado de tudo o que seja filmes. Grandes películas me têm passado ao lado, dizem uns. Grandes momentos de companhia me têm passado ao lado, dizem outros. Grande cortes estou a ser, me dizem “ainda” outros (aqui fica um piscar de olhos especial). E eu cá estou. Ironicamente, numa altura em que o meu banco colocou ao meu dispor um daqueles cartões de crédito que até oferecem um bilhete na compra de outro. Cá estou. Sem ver filmes. Fiz uma pausa, acidental, é certo, mas que surtiu efeito. Parou tudo. Tudo por causa daquele turbilhão de ideias contraditórias.

Alguém me quer dar um abanão?

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