Quando o amigo Paulo Pedro vier colar-se à tua perna durante uma hora para tentar explicar quão bem o novo cano de escape do seu Citroen combina com as suas jantes de fibra de carbono, não hesites em sacar da réplica em consequência: “Falarei disso ao meu cavalo”.
Estou a lembrar-me agora de um dia que passei há uns meses na quinta de um amigo meu. Estava prevista uma tarde de convívio, com posterior jantar e já pela noite, uma tertúlia debaixo do céu estrelado. Durante a tarde, as actividades lúdicas passaram por tiro ao alvo com arco e setas, futebol e… tiro ao alvo com pressão de ar às rãs que alegremente e a bom som saltitavam no pequeno lago artificial. Eramos uns cinco ou seis e acertámos em pelo menos uma rã cada um. À noite, na tertúlia, qual foi o tema que o orador tinha para partilhar connosco? A criação de Deus, pois claro. Fiquei cá com uma bolinha no estômago que nem vos conto.
Dou notícias. Das cinco pessoas e meia que lêm este humilde trapo, já duas manifestaram desagrado por ver que tenho deixado isto às moscas. É compreensível, tendo em conta que realmente a pachorra para aqui escrever tem sido pouca. E isto até é irónico porque o mundo é vasto. Quero com isto dizer que o planeta tem qualquer coisa como 40 mil quilómetros de circunferência na linha do Equador, que há aproximadamente (doce eufemismo) 6,6 mil milhões de habitantes nesta Terra e logicamente um sem número de pontos de interesse diferentes. Quero com isto dizer que com tanto espaço na Terra, com tanta gente e com tantos assuntos, parece incrível e até patético eu não ter nada para aqui dizer. Mas é verdade, é isso que acontece. Mas vou tentar ser mais incisivo. No Verão que há pouco acabou, por exemplo, passei três dias completos de férias em Vieira de Lieira, que, diga-se de passagem, foram as minhas únicas férias neste período estival de dois mil e oito, onde eu sinceramente consegui recuperar dos 362 restantes dias do ano. A parte chata é que nos dias seguintes aconteceram coisas menos agradáveis e passei de um oposto de felicidade ao outro, mas esses foram três dias maravilhosos. No início de Setembro um amigo casou e, antes disso, a gente organizou-lhe a despedida de solteiro. Só digo que oito gajos investiram uma quantia comum de 5 euros e no final da noite os lucros foram de 400%. Nada mau. Por outro lado, é preciso dizer que a verdadeira despedida de solteiro, aquela que rebenta com as vias respiratórias e digestivas dum gajo, só teve lugar uns dias depois. Improvisada, claro. Vi coisas que as pseudo-bandas de pop actuais invejariam se soubessem. E por cá me fico. Aproveito ainda para trazer à baila aquele assunto tão badalado nos últimos dias, onde os gays… perdão, os homossexuais, vieram à rua reinvidicar os seus direitos como, hum, casais?! Desconfio que essa gente toda veio manifestar para a rua de écharpezinha para não apanhar constipaçõezinhas. Não é verdade? Não há muito mais a dizer: que eu saiba o Livro dos Livros só prevê relacionamentos entre rapaz e rapariga, logo o ponto final está posto. Por falar em constipações… na semana passada apanhei uma valente gripe que me pregou à cama, coisa que eu já suspeito ser recorrente por esta altura todos os anos. Não há nada a fazer. Nauseas, dores de cabeça, tosse em quantidade e quilos de lenços usados. Pois não, não há nada a fazer. Por hoje acho que vou ficar por aqui, neste momento estou a ouvir a tal nova bolacha lançada agora pelos meus amigos Os Pontos Negros. E de facto, 80% das segundas vozes desse disco só podem ser ouvidas no carro do Tiago Guillul.
« Ciosos da sua música e do seu valor, Os Pontos Negros foram convidados a incluir um tema na banda sonora da série ‘Morangos com Açúcar’, mas recusaram: “Achámos que o nosso trabalho não estava a ser respeitado. Não queiram oferecer contrapartidas nenhumas. Era como se um clube contratasse um jogador e a contrapartida que lhe davam era a ‘honra’ de vestir a camisola”, disse Jónatas. Segundo o guitarrista, “os ‘Morangos’ não são uma série com que nos identifiquemos, mesmo com os valores que são transmitidos”, justificou. »
Hoje, meus caros Escorpiões (funciona também para os Sagitários), irão estar apaixonados. À hora de almoço vão ter fome, e logo à noite, irão dormir. Cuidado no entanto com as poças de água, porque se passarem em cima delas, irão ter os pés molhados.
Isto é 100% garantido. Vão por mim. Amanhã publico aqui o NIB da minha conta bancária.

Não foi ontem, foi na outra quarta. Retomámos o velho hábito das sessões de cinema da meia-noite. Eramos cinco e as opções eram poucas, mas um de nós estava decididíssimo a ver a Viagem ao Centro da Terra, em 3D com umas lunetas chispêtêó. Não é que tenha alguma coisa contra filmes em 3D, mas a Viagem ao Centro da Terra não é filme que capte a minha atenção, ainda para mais quando o bilhete custa mais um euro e meio. Enfim, depois de muita luta, o grupo separou-se. Nada de novo, estamos sempre a fazer isso. Dois lá foram ver essa coisa em três dimensões (ouvi dizer posteriormente que apanharam uns cagaços com os efeitos) e os outros três, grupo no qual me incluo, foi ver um… digamos… hum… aquilo que muita gente qualificou de filme do Verão. Filme habitualmente para gajas, com muito amor, muitas mariquices e ainda para mais… um musical. Exactamente. Mamma Mia. Meus amigos, digam o que disserem, o filme está engraçado e vê-se muito bem. Quanto mais não fosse valeria sempre a pena pela beleza da Amanda Seyfried. Tem cá uns olhos! Enfim, foi uma boa sessão de cinema.
Em jeito de conclusão, quero só lamentar que os senhores da ZON Lusomundo (decididamente já são muitas referências a estes senhores) tenham tido a brilhante ideia de só fazer sessões da tarde do WALL-E!
Ontem andava eu com um amigo a distribuir uns flyers de propaganda quando fomos parar a uma casa que tinha uma placa de mármore a dizer qualquer coisa do género “Deus vos abençoe e vos dê o triplo do que desejarem aos outros”. É óbvio que passámos a tarde toda a montar um filme incrível à volta disto. A conclusão é que desejamos que o simpático dono da casa ganhe o EuroMilhões três vezes. E depois disso, ainda lhe oferecemos uma vivenda de luxo e um automóvel topo de gama. Só porque sim. Epá, gostamos dele. Queremos o melhor para ele. Grande bacano.
Pimba. Aí está mais um que o Paulo Bento queimou. Paulo Bento no poder. Urraahhh!!!
Palavra de honra, haja paciência.
