À homem seria termos um Oceano Pacífico especial todo ele dedicado ao Johnny Cash e ao Tom Waits. Isso sim, seria das melhores ideias que a rádio alguma vez teria tido.
A vida tem destas inevitabilidades que forçosamente me aparecem à frente e eu vou deixar-vos aqui um breve resumo daquilo que a minha cabeça vai pensando sobre a música actual: A voz, entoação e timbre do Jorge Palma irritam-me. Aquela música dos “Classificados” que anda a passar setecentas vezes ao dia na rádio irrita-me. Acima de tudo irrita-me aquela que já foi durante um tempo uma das músicas do momento para mim. É isso mesmo. Brandy Carlile e a sua “Story” irritam-me.
Obrigado pelo tempo de antena concedido. Por falar em tempo de antena, ouvi dizer que a Antena 3 vai dedicar uns tempinhos ao Samuel Úria. Ao grande Samuel Úria. Acho bem, sinceramente acho bem.
Há pouco dei comigo a dar uma voltinha nos arquivos deste blogue. Coisas que escrevi no passado, sabem? Eis a fraca condição deste blogue: não há nada para dizer e até se lê o antigamente com um fulgor quase que actualíssimo. Por favor, tirem-me deste filme.
Peço desculpa pela demora, pela interrupção, pela falta de assiduidade, por estar calado, por não escrever. Mas tenho estado a comer castanhas.
É um dia especial porque fazes anos, amiga. Que a felicidade continue a bater à tua porta. Parabéns, Selma. ;-)
Depois de uma dose extremamente exagerada vocês devem ter estranhado deixar de haver relatos cinematográficos assim sem mais nem menos aqui no blogue. Estranhado e pensado que por estes lados não fomos mais ao cinema. Mentira. Numa análise muito rápida, ficam a saber que nas últimas semanas vi o Destruir Depois de Ler, com os excelentíssimos George Clooney, Brad Pitt e John Malkovich. Sem esquecer também que é uma produção dos irmãos Cohen. A história é incrivelmente banal mas o humor que se tira dali vale tudo. Depois disso veio o Max Payne. Fui portanto ver a adaptação ao cinema dum jogo de consola ao qual nunca joguei. Gostei do filme, embora seja difícil captar a história à primeira. No fundo, é mais um daqueles blockbusters comerciais, mas não deixa de valer a pena. Entra lá a Nelly Furtado, mas é um facto que não merece grande realce.
Hoje. Epá, hoje, a incógnita era total e a surpresa tornou-se agradável. Deixem-me só dizer, antes de prosseguir, que já é tarde e eu quero ir dormir. E antes disso ainda vou comer qualquer coisa. Isto é para vocês verem o quanto vale a pena voltar aos relatos da 7ª Arte com este filme. Voltemos então ao que interessa. Dizia eu que a incógnita era total. Chegou-me aos ouvidos que estaria no cinema um tal de “Untraceable” (ou em português “Indetectável”). Chegou-me também aos ouvidos que seria um bom filme. E soou-me tudo bem. Lá fomos. E a verdade verdadinha é que entra directamente para o Top 5 dos filmes do ano, para mim. É verdade que vi bons filmes este ano e dificilmente consigo estabelecer um Top 5, pelo que estou apenas armado em parvo ao dizer que este entra lá de caras. Adiante. Parece-me, ao ver isto, que não há preço quando estamos empenhados em vingar alguém. Nem se olha a meios. E incrivelmente um simples computador ligado à Internet pode provocar muitos estragos. Nada de vírus e o camandro, que isso são coisas de meninas. Estragos sérios, tipo a morte. Mas tão implacável vingança teria que ter um fim mais tarde ou mais cedo. Pois. Se querem saber mais, tirem o rabo do sofá e vão até ao cinema, que eu também fui.
Este vai directamente para o Top 5 do ano. Ah, não, esqueçam. Já disse isso.



