É imperdível e imperdoável não irem.
O bom de ter a FNAC em Viseu é que temos agora actuações ao vivo muito regularmente. A inauguração, já o disse, fez-se com os detestáveis Rádio Macau. Na quarta-feira passada, lamentei não poder ver as Vozes da Rádio. Como vêm, a rádio pode provocar em nós sentimentos muito antagónicos e completamente incomparáveis.
Não podia deixar de destacar algo que me apraz particularmente, e por isso lhe dedico um post exclusivo. No Palácio do Gelo abriu também a FNAC Viseu. É a segunda maior do país. Ontem, na inauguração estavam lá a tocar ao vivo os Rádio Macau e eu não pude deixar de esboçar um sorriso ao imaginar que estava à vista que iria falar disso aqui. Continuam a ser medíocres e não é o facto de actuarem ao vivo que lhes retira essa condição, mas adiante. A Fnac está muitíssimo bem servida e posso a partir de agora começar a escrever umas coisas à Tiago Cavaco quando diz que faz uns achados fantásticos na Fnac do Chiado ou na Fnac do Colombo. Agora é a vez da Fnac Viseu.
Ontem dava conta a um amigo da minha satisfação por o ver a tocar na televisão, num programa de entretenimento matinal. Disse-lhe que eles eram grandes e ele confirmou-me essa condição porque a resposta dele foi genial. Qual Goucha qual quê. « Queremos é ir à Feira de São Mateus, pá! Volta e meia falamos nisso! É uma maravilha ir à feira, digo-te! ».
E eis o terceiro artista musical que aqui cito pela negativa. Confesso e acredito que alguns dos músicos por mim odiados ficaram assim rotulados por passarem demasiadas vezes na rádio. Sim, admito, a rádio provoca estragos desses. Mas mesmo assim, calma aí, a radiofonia não pode ser culpada por todos problemas do mundo, e se há artistas que são insuportáveis sem interferência da rádio, este que aqui cito é um belo exemplo. De quem falo? De Rádio Macau, pois claro. Uma voz fade e uma melodia fade dão forçosamente uma música enfadonha. Não sei o nome da música em questão, não me dei a esse trabalho, mas não gosto. Rádio Macau não tem lugar na minha jukebox.
…nada melhor que uma bela contradição. Pus-me a ouvir Amy Winehouse. Algo esporádico, quis ver até onde vão as músicas dela. A conclusão é que continuo sem a poder ver à frente e desejo ardentemente que as suas cordas vocais possam ir desta para melhor com alguma urgência. Se quanto a Amy Winehouse fiz uma pequena concessão, já Colbie Caillat não irá merecer igual tratamento. Colbie Caillat mantém-se, educadamente, longe da minha galeria musical.
« Despeço-me do que mais quero só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã. »
Amy Winehouse. É outra que eu não posso ver à frente. As músicas até que são aceitáveis (as duas ou três que ouvi na rádio, pelo menos) mas a postura que ela assume faz-me detestá-la ao mais alto ponto. Drogas e álcool… só falta o sexo, não?
Lia hoje de manhã numa revista ou num jornal qualquer um artigo onde a mãe dela dizia que estava preparada para a ver morrer daqui a um ano, tal é o degredo da sua vida. Bem, eu não vou tão longe, porque não desejo a morte de ninguém, mas sou bem capaz de dizer que também estou preparado para ver as cordas vocais dela rebentarem de uma vez por todas e ver a imprensa cor-de-rosa mundial ser atacada por uma epidemia generalizada de Alzheimer, de modo a esquecermos por completo que Amy Winehouse existe.
Estou a ser cruel? Ai se estou… até parece que vocês não se lembram de um dos propósitos deste blogue.
Não conheço Colbie Caillat. Mas não gosto. Tudo isto por causa de uma música que anda a passar demasiadas vezes na rádio para o meu gosto. Uma música que me irrita pela sua mediocridade e pela voz demasiado banal. Uma música que eu soube agora ser da Colbie Caillat. ‘Bubbly’, pelo que dá para ver, é a música que me faz odiar musicalmente alguém que não conheço musicalmente.
Well it’s about time
It’s beginning to hurt
Time you made up your mind
Just what is it all worth
All my useless advice
All my hanging around
All your cutting down to size
All my bringing you down
Watch the clock on the wall
Feel the slowing of time
Hear a voice in the hall
Echoing in my mind
All your stupid ideals
You’ve got your head in the clouds
You should see how it feels
With your feet on the ground
Here I stand the accused
With your fist in my face
Feeling tired and bruised
With the bitterest taste
All my useless advice
All my hanging around
All your cutting down to size
All my bringing you down
All your stupid ideals
You’ve got your head in the clouds
You should see how it feels
With your feet on the ground
