Mai 29

Things We Lost in the FireNoite de quarta-feira, já sabem. Sessão da meia-noite e tal. “Tudo o que Perdemos” foi o filme escolhido. Com Halle Barry, David Duchovny e Benicio Del Toro. Aparentemente poderíamos pensar que a amizade que um homem tem por outro pode ser controversa e colocar barreiras no seio familiar. Aparentemente poderíamos pensar que a morte dum pai significa o fim de uma família. No entanto, não só a família consegue bem ou mal recompor-se, como também o melhor amigo, toxicodependente e inicialmente odiado, pode contribuir de forma espantosamente humilde para isso. Nunca com o intuito de substituir o pai. O melhor amigo, aliás. O título no original − Things We Lost in the Fire − reflecte bem melhor tudo aquilo que uma família perdeu num piscar de olhos, mesmo sem fogo.

O grupo que ia ao cinema hoje dividiu-se. Uns preferiram ir ver aquela caldeirada fraca com o Jackie Chan e o Jet Li. Tentaram convencer-nos mas três de nós mantiveram-se fieis ao cinema de qualidade. Apetece-me dizer… tudo o que eles perderam!

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Mai 22

Nova sessão de cinema numa quarta-feira à noite e eu vi 88 Minutos. É mais um filme de acção, é mais um filme de revólveres e perseguições, de homicídios e casos por resolver. Mas este tem um extra consideravelmente importante: Al Pacino.

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Mai 15

Estreei-me nos cinemas do Palácio do Gelo (as sessões da meia-noite de quarta-feira são sempre qualquer coisa) para ver There Will Be Blood, um épico sobre fé, família e petróleo. Não sei bem se foi a ganância daquele homem que o levou a abandonar o seu filho, ou se foi a sua falta de fé. Um homem de negócios com uma fézada, digamos. Desceu às águas – pequeno eufemismo para pedir perdão de uns pecados que, muito francamente, não lhe interessavam. Pediu perdão a Alguém em quem não acreditava. Um final de vida no meio da riqueza e da solidão, apetece-me dizer. No fim houve mesmo sangue e o filme acabou por fazer justiça ao seu título.

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