Não foi ontem, foi na outra quarta. Retomámos o velho hábito das sessões de cinema da meia-noite. Eramos cinco e as opções eram poucas, mas um de nós estava decididíssimo a ver a Viagem ao Centro da Terra, em 3D com umas lunetas chispêtêó. Não é que tenha alguma coisa contra filmes em 3D, mas a Viagem ao Centro da Terra não é filme que capte a minha atenção, ainda para mais quando o bilhete custa mais um euro e meio. Enfim, depois de muita luta, o grupo separou-se. Nada de novo, estamos sempre a fazer isso. Dois lá foram ver essa coisa em três dimensões (ouvi dizer posteriormente que apanharam uns cagaços com os efeitos) e os outros três, grupo no qual me incluo, foi ver um… digamos… hum… aquilo que muita gente qualificou de filme do Verão. Filme habitualmente para gajas, com muito amor, muitas mariquices e ainda para mais… um musical. Exactamente. Mamma Mia. Meus amigos, digam o que disserem, o filme está engraçado e vê-se muito bem. Quanto mais não fosse valeria sempre a pena pela beleza da Amanda Seyfried. Tem cá uns olhos! Enfim, foi uma boa sessão de cinema.
Em jeito de conclusão, quero só lamentar que os senhores da ZON Lusomundo (decididamente já são muitas referências a estes senhores) tenham tido a brilhante ideia de só fazer sessões da tarde do WALL-E!




Não é que o filme tenha sido mau. Uma espécie de épico passado em 1642 onde um pintor contratado evidencia as malvadezes praticadas por uma determinada franja da sociedade através de uma pintura subtilmente denunciadora. A questão é que o filme durou cento e quarenta minutos e poucas foram as cenas de animação. Alguma violência, muita depravação, muita linguagem obscena e até nudez. Podia ser interessante retirar algumas ilações de Nightwatching, mas seguramente não numa sessão da meia-noite. Dos cinco, dois passaram pelas brasas por um bocado.
Sessão da meia-noite de quarta-feira. O filme era um daqueles que põe perante nós uma história aparentemente banal e já ultrabatida no cinema. Traficantes de droga com polícias a querer-lhes fazer a folha. Nada de novo. Renunciar à família para poder gozar a vida em toda a liberdade também não é novo e parece tentador. Numa família de polícias, gerir uma discoteca em Brooklin, ter uma bela namorada e ter uns bons relacionamentos no meio contribuem para isso. Aqui e ali lá se vai fechando os olhos a isto e aquilo. Até que a família a quem renunciámos e a vida rebelde que levamos se cruzam e tudo resulta numa grande embrulhada, com mortes à cabeça e cabeças a prémio. Mas os laços familiares falam sempre mais alto. Balearem o irmão e matarem o pai é que não. Não há traficante de droga que possa andar a passear de um lado para o outro sem que justiça seja feita. Afinal… não controlavam assim tanto a noite!