
Já repararam que actualmente toda a gente tem GPS e ninguém tem um daqueles velhinhos mapas Michelin que nos obrigavam a encostar na berma com os quatro piscas ligados para conseguir ler e perceber fosse o que fosse? Actualmente somos “tele-guiados” para todo o lado, sem resmungar. E o que me faz mais espécie é esta época do GPS que está agora a começar. É certo que toda a gente tem GPS. Do betinho ao azeiteiro. Mas a época do GPS caracteriza-se porque concerne os imigrantes. Esta gente anda há cinquenta anos a fazer todos os anos a mesma viagem para a mesma casa e de repente meteram-se na cabeça que ter uma porra de um GPS ligado ali no meio do tablier era uma brilhante ideia e engenhoca útil. Alguém me explica a lógica disto?
P.S. – Eu já nem falo nas pessoas (esqueçam os imigrantes) que vão todos os dias de casa para o trabalho e do trabalho para casa e mesmo assim acham por bem ter ali uma ajuda digital, não vá a estrada mudar radicalmente no espaço de vinte e quatro horas.
Votem no José Eduardo Bettencourt e a profecia do Dias da Cunha irá cumprir-se: Sporting morto daqui a dez anos. Os senhores da gravatinha estão a conseguir cumprir o seu plano à risca. Ainda assim, o José Eduardo Bettencourt é o menos mau de todos. Vá lá.
P.S. – Não é que eu seja apoiante claro do Paulo Pereira Cristovão (embora até agora as suas ideias me tenham agradado), mas foi o único que apresentou qualquer coisa com pés e cabeça.
Pelo motivo mais que válido de poder ler acerca dos meus amigos da FlorCaveira. Já antes disso tinha tido oportunidade de ler um excerto do artigo na versão online do jornal. Um excerto, pensava eu. O rico euro que investi no diário foi literalmente deitado pela sanita abaixo. Porquê? Dois motivos: primeiro porque o que li na Internet não foi um excerto do artigo. Foi o artigo. Ponto. Na totalidade, todinha. Até a fotografia era a mesma. Se disponibilizam as peças na Internet pergunto-me para que serve o jornal em formato papel. Pergunto mesmo. O segundo motivo, prende-se com a absurdidade que vinha estampada na manchete: “Entrevista a Paulo Rangel: «A Igreja deveria ser mais aberta quanto à homossexualidade.»”. Meus amigos, sem ofender ninguém, se há coisa que os homossexuais querem ver mais aberto não é a Igreja com certeza. Mas isto dito por um católico praticante até soa esquisito.
Para um jornal com nome mono-sílabaco, o «i» deixou-me sem palavras.
O mundo aparenta estar chateado comigo e eu lá vou afiançando que estou chateado com o mundo.
Resta saber quem é o mundo.
Voltei ao cinema! Quatro meses e tal depois, volto a ver um filme.
Mais detalhes o post que está para vir.
Não se façam de surpreendidos. Este blogue voltou a parar outra vez, tal como já aconteceu muitas outras vezes desde que se fez gente. É uma qualquer mistura explosiva de falta de motivação, de vontade e de assunto para aqui escrever. No fundo no fundo, sinto falta dos primeiros tempos do blogue em que só uma ou duas pessoas sabiam da existência dele. Ou melhor dizendo, só uma ou duas pessoas sabiam associá-lo a mim. Era uma altura em que podia falar livremente de tudo. E meus amigos, nem imaginam o quanto me apetece desabafar assuntos. Assunto. No singular. Mas não posso. Volto quando me der para isso.