Para alguém com uma condição física tão elevada quanto a minha, isto até parece irónico.
O que eu tenho dito aqui ultimamente está cá mais para mim do que para vocês. Don’t take it personally.
Para obter a resposta que ele tanto perseguia tinha que ser encantador o suficiente para conseguir… encantar. Única alternativa, única possibilidade, única saída. Meta principal. Se assim não for bem que pode esquecer toda e qualquer pincelada de cor que tenha sido feita no seu quadro a preto e branco. Se não encantar, nada feito. Desafio árduo, este.
Ando com a cabeça tão ocupada (agradável subtilidade) que nem tinha dado conta que a melhor estação do ano já tinha chegado. Oficialmente, diga-se.
Como metáfora, imaginemos um cenário em que queremos tanto que o “não” se transforme em “sim”, e vice-versa, que até estaríamos dispostos a ter a ousadia de pegar em cada dicionário deste mundo e alterar, à mão, o significado dessas palavras. Um não transformado em sim, um caminho com um destino diferente do originalmente previsto, ou outra coisa qualquer. Tanto faz. That’s what I mean.
Por mais que eu tente perceber, não faz sentido. Sabem, aquele turbilhão de ideias contraditórias que falava há dias. Por mais que eu tente juntar as peças do puzzle e ver o resultado, não faz sentido. Por mais que a razoabilidade e o bom senso tentem explicar, continua a não fazer sentido. Continua a ser contraditório. Continua a não soar natural e continua ser esquisito. A não ser normal. A não ser habitual. E eu aqui, sem nada perceber e a deixar-me levar. Certo de que não faz sentido.

O Pedro Silva só pecou por não ter enfiado a medalha pescoço abaixo a este corrupto ladrão.
Paulo virou-se para Timóteo e disse-lhe, satisfeito, que tinha fielmente combatido o bom combate. Se alcançar a velhice espero poder regozijar-me de ter sido um Muhammad Ali da fé.