A escassos dias de apanharmos com Março pela frente é que eu começo a desenhar desejos para 2009. Nada de resoluções ou objectivos. Desejos. Pedir satisfações ao íntimo tem tanto de autêntico como de parvo. E no entanto o meu íntimo põe-me KO nestas coisas. O desejo para 2009 está feito e à custa disso tenho ido dormir tarde e a más horas. Damn wish list.
Os mais atentos ainda se lembrarão que no dia 15 de Janeiro afirmei aqui que tinha acabado de ir ver o Seven Pounds ao cinema e que ia tirar um tempinho para pensar sobre esse estrondoso filme para não correr o risco de ser injusto na análise. Os mais atentos terão ainda reparado que desde então, ainda não falei no assunto. É para verem. Isto marcou-me.
A pergunta que os leitores estarão certamente a colocar a si próprios neste momento (ou noutro momento que julguem adequado) é “mas o que raio é que foi isto?”. Isto o quê, pergunto eu? Isto! Esse vídeo sem jeito nenhum que acabaste de aí pôr, respondem vocês. Ah, isso.
Ora bem, uma querida amiga solicitou a minha ajuda no sentido de se aventurar no mundo dos blogs. Necessidade pontual e académica. De explicação em explicação, chegámos à parte em que eu lhe expliquei (!) como se publicava um post no blog e como se incluía um vídeo. Sem pachorra para títulos exuberantes (nem ela nem eu), saiu-me esse combinado de três letras. Ytrytrytry é uma forma bonita e original de jubilar com o facto de o Sporting vir a conquistar “o tri campeonato” daqui a três anos. Anotem isto porque eu não vivo para sempre. Ora, prosseguindo na explicação… além de não ter pachorra para colocar um título de jeito, também não tinha pachorra para escolher um vídeo. Foi o primeiro que me veio à mão no YouTube.
A minha amiga ainda me lembrou para apagar isto, finda a experiência, mas achei uma certa piada. Uma certa piada ao colocar aqui um post com um vídeo saído do nada e com um título que não lembra a ninguém. O que interessa no meio disto tudo é que eu e ela nos rimos um bocado. Pronto.
Ouvi-los a cantar “I once was blind but now I see” é, de facto, supreendente. E muito bom.
Prós e contras. Factos a favor e factos contra. Aspectos positivos e aspectos negativos. Acontecimentos benéficos e acontecimentos prejuciais. Felicidade e infelicidade. Certeza ou incerteza. Corrijo. Certeza ‘da’ incerteza. Preciso de uma balança para avaliar tudo isto. Tanto peso, repartido ou não, está a dar-me dores de cabeça. Os mais cépticos diriam que é por e ser do signo balança. Eu digo que ainda não encontrei o contrapeso. Ou a unidade de medição.
De quatro idas ao cinema por mês para zero. Assim estamos. O último foi mesmo o último citado aqui. E não há perspectivas à vista.
“Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia.”