Sessão da meia-noite de quarta-feira. Mas… não! A rotina foi quebrada e soube tão bem! Realmente já me haviam avisado que esta quarta-feira o eleito seria o novo Batman, mas um convite de última hora nunca se recusa e acabei por ir vê-lo no domingo à noite. Eu que nem sou muito dado a cinema ao domingo, cedi (ou acedi) ao convite, por vir de quem veio e porque sabia que a companhia iria ser boa.
Adiante, para o nosso relatório semanal isto pouco importa. Troquem “sessão da meia-noite de quarta-feira” por “sessão das nove e meia de domingo” e o resto é tudo igual.
Em relação ao filme… eu confesso que não sou muito dado esses grandes blockbusters do cinema americano. Hulk, Spiderman, Superman e outros do género não me dizem nada. Geralmente costumo ir ver para não ser desmancha-prazeres mas não faço questão. Mas como, tal como referi há pouco, o convite era especial, fui ver. Mas sempre com aquele “desinteresse monótono” em jeito de expectativa. Puro engano.
O filme é bom. Já havia gostado do primeiro Batman (enfim, o Begins) e este conseguiu superar. Falava-se muito do papel do Joker, que como sabemos é interpretado por Heath Ledger, o actor que morreu após a gravação do filme. Acredito que muito do sucesso do filme tenha a ver com a curiosidade das pessoas em ver “o último” filme do Heath Ledger. Mas aí é que está. Parece que o actor adivinhou a coisa e “morreu em grande”. Como disse o filme é bom, mas vale quase exclusivamente pelo excelentíssimo papel do Joker. Que personagem incrível! Uma figura peculiar, com uma voz no timbre certo e entoação correcta, expressões faciais geniais e uma loucura fria invejável! Não digam mais nada… para mim o Joker leva nota 10. O resto, lá está, é o habitual show-off americano dos blockbusters mas este Batman está bem conseguido.
Fui vê-lo no domingo à noite muito bem acompanhado, mas também poderia ter ido vê-lo hoje. Não interessa. Quatro dos habituais lá foram, e com certeza gostaram. Não é? Para quebrar a rotina vim mais cedo para casa. Na próxima semana… who knows?
Tirando a parte em que levei uma criança de 6 anos comigo, para ver o filme, também gostei totil do filme. O joker estava lá… acho que graças a ele o filme manteve sempre aquele K de surpresa previsível… lol aquela mania estúpida dele lamber os cantos da boca e de estar sempre a ironizar! ehehhe eu bem que comentei que o joker era o falecido, mas a minha outra companhia de cinema disse que não!
Próximo filme: Tropa de Elite! =)
1 Agosto 2008 às 11:01Inaugurando o espaço de escrita estilo “cronista cinéfilo”, do grande luigi, escrevo eu a minha opinião acerca do “médio”, não por ai além, “Batman - The Dark Knight”. Mas isso sou eu que acho.
4 Agosto 2008 às 2:53Dizer que o filme é muito bom, parece de “vero” exagerado. Dizer que é razoável é extremamente ingrato para um filme que gasta 113 milhões de dólares a ser produzido. Portanto fico-me pelo bom (-), mas… porque Heath Ledger devia estar vivo para os milhões de admirados lhe prestarem a devida vénia. Um Senhor! Em algumas palavras rápidas, dizer que filme não é desde logo fiel aos livros, defraudando mesmo algumas passagens cruciais na história. Desde logo, as armas do defensor de Gotham city continuam as mesmas, sem maravilha nenhuma - uma mota sai de um carro em destruição e pouco mais -. Por último, a justificação porque o filme, para mim merece não mais que um bom (-), digamos um 11 numa pauta de 0-20.
Heath Ledger faz o filme da vida dele. Parece irónico dizer isto. Lembremo.nos que ele morreu de forma esquiva e muito não nos deixou a não ser o seu “trunfo” principal. A belíssima personagem Joker. É perturbante, apaixonante, irritante, ordinária (para quebrar o ciclo de palavras com o mesmo final sonoro, lol) vibrante, entusiasmante… redutora a uma única palavra. Maquiavélica!
Mas tudo na vida tem um preço, não falo na vida de Ledger, porque creio que ele não terá pago o filme com a sua vida, mas falo da doença do actor que muitos desconhecem. Alertemo-nos para o facto de grandes personagens não estarem ao alcance de todos, é só de alguns, não com dons, mas “dores” especiais. Ossos do ofício! A doença de Ledger que a produção apostou como uma mais-valia. Catalepsia patológica é uma doença rara em que os membros se tornam moles, mas não há contracções, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos, e quem passa por ela pode ficar horas nesta situação. Raphael Zigovzky, director de marketing da companhia, declarou que essa era a intenção da acção, mostrar que o Joker podia fazer. Desta feita, devem agradecer á estupenda produção de marketing que sem duvida “vendeu” o filme. Nada mais. Um filme, normalzinho, mediano, que mais não faz senão ajudar a passar o tempo e que não vale o bilhete pago!
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