Ó Múmia, anda cá!

Parece estar a tornar-se um novo hábito. As sessões da meia-noite de quarta-feira subvertidas e transformadas em banalíssimas sessões de domingo à noite. Tempos de Verão, dirão alguns. Hoje voltou a acontecer. Qual o alvo? A Múmia. Ah e tal vamos todos, vai ser giro e o camandro. Conclusão: três a ver a Múmia, três a ver um terror qualquer e quatro a ver o Batman (falharam as anteriores oportunidades).

Novamente a companhia mostrou-se excelente, muito embora a minha cabeça estivesse um bocado a leste grande parte do filme. É verdade. Estava distraido. Mas eu sou como o meu pai quando dorme: sempre um olho nos acontecimentos. Acompanhei o filme.

O terceiro capítulo da saga desiludiu um pouco. Dois episódios no Egipto e depois somos levados abruta e descaradamente para a China, aquele exemplo mundial de gestão de população. Diria que muito embora tenha gostado dos dois primeiros, a verdade é que não me marcaram o suficiente para agora poder fazer uma comparação objectiva com este novo filme. As paisagens são bonitas, os actores são bons e quem tratou da parte humoristica fez bem o seu papel, pois é fácil soltar umas boas gargalhadas ao longo do filme. Uns esqueletos manetas a saltarem de alegria pela vitória proporcionam um bom riso. Adiante… ainda estou para perceber (e não falando aqui só deste filme) como é que se pode lançar um filme trocando um actor, que faz uma personagem, por outro. A sério. O único exemplo credível do contrário em toda a história do cinema deverá ser o James Bond. Mas adiante também. Boas cenas de acção, só que mesmo com um Jet Li em grande e duas actrizes asiáticas muitíssimo belas, não me consigo adaptar a cinema oriental. É aqui que me devem perdoar o Aniki e o Kid Sundance, mas azar.

Não consigo, em boa verdade, afirmar se valeu o investimento. Diria que já vi pior. Se fosse no Egipto tinha mais graça.

Um apontamento

  1. rbn diz:

    Ela voltou… E eles voltaram com ela!
    É desta maneira que bem podíamos sintetizar a terceira parte da saga épica de “A Múmia”. Depois do Egipto, agora a viagem vai das catacumbas da China antiga até ao topo gélido dos Himalaias. As personagens mudaram q.b. – a miss O´Connel muda -, mas a história de fundo continua a mesma. Matar a ressurrecta múmia.
    Desta vez a penitente é o Imperador Han (Jet Li).
    Brendan Fraser retorna como o explorador Rick O’Connell que tem a seu lado o seu arrojado filho, Alex (Luke Ford), para o ajudar nesta missão.
    Crónica: Os O’Connell devem parar uma múmia desperta de uma maldição de 2 mil anos que ameaça o mundo. Amaldiçoado por uma feiticeira traidora (Michelle Yeoh) a passar a eternidade numa animação suspensa, o cruel Imperador Dragão da China e seus 10 mil soldados foram esquecidos por eras, silenciados na forma de um exército de terracota. Avançando sobre o Extremo Oriente com força sobrenatural inimagináveis, o imperador mumificado reerguerá sua legião… a não ser que os O’Connells consigam pará-lo. Complexo?
    Pois é, tudo isto vos parece mitigado, mas quando se juntam fabulosas paisagens naturais, um rico pedaço de humor puro, e claro, acção com armas do séc. XVIII (típico), tudo fica mais claro, de tão fluida que a história se torna.
    Em jeito de conclusão, uma menção honrosa ao veterano Jet Li. Parece que o cinema internacional se tem esquecido dele, mas de facto o papel do próprio é determinante para a mudança de estilo de combate tipicamente asiático, provando que “está ai para as curvas”. Este filme brinda-nos com uma mística de acção e humor extremamente bem compilados, bem como um subtil conteúdo histórico. Não é de longe um filme brilhante, mas vale bem o dinheiro pago!
    /rbn/

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