O alto jogo

Tenho aprendido ultimamente que passar por aparentes vitórias ou por aparentes derrotas é subjectivo. Podemos pensar que aparentemente está tudo controlado e de um dia para o outro cai tudo. De repente outras pessoas podem controlar aquilo que anteriormente havia sido controlado por nós, e também elas se sentirem aparentemente seguras. E a coisa pode continuar assim por muito tempo, mas o jogo pertence a Deus. Ele tem todas as cartas muito bem baralhadas e nós só conheceremos o jogo no fim. Até lá, vamos apostando de forma um bocado cega, controlando e deixando de controlar as coisas. Mas no fim, ganha quem tem o melhor jogo, e esse, só Deus o conhece. Cabe-nos a nós jogar com fair-play e esperar que o controlo final seja nosso.

9 apontamentos

  1. rbn diz:

    amén!

  2. Butch Cassidy diz:

    Epá, jovem, não desperdices a tua vida em casinos…

    (Deus joga jogos de azar conosco? Tipo… dealer de blackjack? wow…)

  3. rbn diz:

    Caro(a) Butch Cassidy, de facto Deus não joga sequer conosco. Nós é que nos aventuramos a jogar com Ele, mesmo sabendo que ele ganha sempre, devolvendo como “receita de jogo” maravilhosas graças. No entanto creio que o post nao se referia a um Deus apostador, refere.se sim é ao infurtúnio que é o desafio, do dia a dia. Metaforizado como um jogo. Deus esta a cima do jogo, Ele é a lente, a camara que está no crontolo. Ele vê as boas e mas jogadas, as batotas… no fundo Ele vê tudo. A nós resta-nos dominar a falsa sorte, ou a ilegitima derrota, porque sabemos que no final Ele não deixará jogar o batoteiro 2 vezes na mesma mesa!
    /rbn/

  4. Butch Cassidy diz:

    Deus é assim ao estilo do Stanley Ho, portanto. Boas apostas. Caro(a) rbn, acho que devia re-escrever as cartas do apóstolo Paulo para incorporar essa metaeuforia toda. ;)

    Luís, ouve o que eu te digo, não desperdices a tua vida em casinos.

  5. Luís Alves Pinto diz:

    Butch, o Rbn sabe do que está a falar e acertou na interpretação que eu quis dar ao post. Não se trata de casinos coisa nenhuma, nem de jogos de cartas sequer. Metáforas, precisamente.

  6. Butch Cassidy diz:

    Pronto. Era só um conselho. Para quem escreve metáforas, não demonstras muita vontade para compreendê-las. Boa ’sorte’.

  7. Luís Alves Pinto diz:

    Já percebi. Eu não desperdiço a minha vida… quanto muito mudo de mesa e jogo com outras pessoas. Ou saio do casino, mas isso implica uma mudança brutal.

  8. Tiago diz:

    Mudança brutal? Atribuíram a um jornalista e político francês, de seu nome Georges Clemenceau, a seguinte frase: “O homem absurdo é aquele que nunca muda.”

    Por isso não temas ter que sair de onde quer que seja (de facto o casino não é o melhor exemplo). É que as vezes não se trata de um passo atrás, mas um impulso para dar dois passos para frente.

  9. rbn diz:

    Meu caro(a) Butch é com alegria que recebo todo esse estímulo Bíblico. Talvez até o convoque para uma maratona na sombra alegórica de Paulo. No entanto, discordo de novo qto ao exemplo de que “Deus é assim ao estilo do Stanley Ho”. Estimado, Deus não detém o monopólio das nossas vidas. Nem requer para si percentagem dos nossos “lucros” ou louros diários. Deus é portanto Deus, digamos. Sem metáforas, sem sinestesias. Digamos que Ele não é uma fusão de estados de espírito.
    Mas seja como for, gostei da introdução que fez ao léxico “bloguístico”, dessa linguagem tão tonitruante.
    =D
    /rbn/

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