Mais uns que sucumbiram. Orgulha-me o facto do seleccionador da Républica Checa dizer, no pós-jogo, que Portugal roçou a perfeição neste jogo. Quando a superioridade é evidente, há que encará-lo. Confesso que temi pelo pior. Não costuma ser bom sinal marcar logo de madrugada e os outros trataram de responder. Sol de pouca dura, no entanto. O golo do Ronaldo foi uma bomba e a sua assistência para o Quaresma marcar o 3º é prova de que o rapaz já pensa um bocado mais com a cabeça do que com os piercings das orelhas. Está a crescer, quem diria?! Eu nesta fase era bem capaz de afirmar sem qualquer problema que, da maneira como as coisas estão, somos bem gajos para ir até à final e limpar aquilo tudo. No entanto, o Scolari tratou de me contrariar, para não variar. No caso, se calhar nem terá sido ele directamente, mas sim o Chelsea. Não cabe na cabeça de ninguém anunciar uma coisa destas nestas circunstâncias. Será o Abramovich a querer vingar-se dos 7-1? Do lado dos hostes, quer-me parecer que organizar um campeonato da Europa e ser eliminado logo à partida com duas derrotas (três em perspectiva) é sinónimo de não ter feito o trabalho de casa. Mas cada um tem aquilo que merece: a Suiça despediu-se e a Áustria arrisca-se a ir pelo mesmo caminho. Temos pena. Venham os quartos.
Crónicas do Euro: nos quartos
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