Quarta-feira, sessão da meia-noite, e por aí fora. Sem um dos habitués de peso destas sessões de cinema (para ele − que me lê, que eu sei estas coisas − um grande abraço), a escolha revelou-se um pouco difícil. Sem nada de jeito em cartaz (perdoem-me os metropolitanos mas Viseu não é Lisboa), a escolha iria forçosamente fazer-se entre dois filmes, já que os outros dois em cartaz já haviam sido vistos. Ou eram as Crónicas de Nárnia, ou era o Houdini. Pequeno senão: o Houdini acabava à 01:45 e as Crónicas só depois das três da manhã. Deixei logo o aviso: « Eu não quero sair daqui às três! ». E é verdade que ver as Crónicas de Nárnia não me diz grande coisa. Ainda se equacionou a hipótese de não ir ver nada. Ainda se equacionou a hipótese de alugar um filme e ir vê-lo no conforto de casa. Ainda se equacionou a hipótese de ir jogar bowling no novíssimo playcenter do shopping. Equacionou-se isso tudo, mas o Houdini (”O Último Grande Mágico” - “Death Defying Acts”) foi mais forte. Por entre mortos e feridos, safa-se o menos mau.
Lá fomos nós. Uma sala de 109 lugares vazia apenas com quatro marmanjos sentados na última fila antes dos lugares V.I.P.! Bonito, não é? Já agora deixem-me dizer, senhores ZON Lusomundo Palácio do Gelo, que uma cadeira vermelha em cabedal com um encosto para a cabeça não é propriamente o que eu qualificaria de “lugar VIP”, mas tudo bem, vocês lá sabem. Adiante.
Sobre o filme… Bem, sobre o filme, isto vai ter piada. Vocês não se aperceberam de nada, claro, mas eu escrevi um parágrafo inteirinho a dizer o que achei do filme e a falar do sr. Harry Houdini. Não vêm nada? É a magia do ilusionismo. Estivessem mais atentos.