Começou por ser simples espectador desinteressado e no fundo limitava-se a acompanhar para passar o tempo. Pouco tempo depois foi promovido a assistente-mecânico e as responsabilidades aumentaram.
Cabia-lhe a tarefa de colocar os cérebros electrónicos tanto no telecomando como no carro, de pôr gasolina no depósito e colocar o carro na grelha de partida. Esporadicamente ia buscar as cervejas e os croissants. Basicamente. Acabou a sua aventura como piloto a tempo inteiro, com o seu próprio carro e com direito a ouvir o seu nome dito pelo speaker suíço-alemão com um sotaque francês manhoso.
Sim, chegou a estar envolvido no Campeonato Suíço de carros telecomandados da Kyosho entre 1997 e 2001. Percorria a Suíça uma vez por mês. Havia dois tipos que odiava: um miúdo melhor e mais novo que ele e um tal Loosli Rolf, o suíço-alemão gordo e de bigode que ganhava tudo.
Saudades.