Sessão da meia-noite de quarta-feira. Era unânime desde a semana passada: hoje iríamos ver Hancock, o novo Will Smith. O grupo alargou-se e não tivemos direito à distribuição de lugares habitual, devido ao formato da sala, nem ao sossego habitual, devido às cinco ou seis pessoas que nos fizeram companhia. Não faz mal.
Já se sabia: Will Smith é um super-herói. O oposto de todos os super-heróis a que estamos habituados, ainda assim. Associal, bêbado e arrogante. Bela composição, não acham? Bem ou mal lá encontra as pessoas certas que o ajudam (deveria falar no singular, mas pronto) a tornar-se mais popular.
Will Smith apresenta a classe habitual e Charlize Theron aparece deslumbrante. Eu francamente estava à espera de mais. Ou de menos, aliás. Dizia-se que este já tinha sido qualificado, nos Estados Unidos, de “filme do Verão” e dizia-se também que este super-herói não tinha nada a ver com os super-heróis que conhecemos. É verdade… Mas ninguém me avisou que faz exactamente o mesmo que o Super-Homem. O que eu queria era um super-herói mais discreto. Há um ingrediente que eu lhe tirava, mas não posso falar dele aqui senão estrago a surpresa a quem ainda quer ir ao cinema ver Hancock.
Para concluir, deixo-vos um ditado. Diz-se que “por detrás de cada homem está uma mulher” e este filme faz-lhe completamente jus. Os que viram entendem-me. Na próxima semana os premiados deverão ser a Angelina Jolie e o Morgan Freeman (”Wanted”).