O râguebi.
Há desses desportos que advogam a virilidade, que reivindicam a heterossexualidade, que recusam a chafurdarem-se nos meandros enlameados do contacto carnal entre os homens. O râguebi não está ao número desses e quer-se, ao contrário, o porta-estandarte dos desportos de maricas.
O ténis erradicou há muitos anos, por exemplo, o problema da homossexualidade impondo a separação dos adversários por um entrelaçado de redes flexível. Os boxistas equiparam-se de luvas muito espessas afim de evitar o contacto físico directo durante os seus jogos de segura-aqui-a-minha-barbinha. O futebol instaurou, quanto a ele, um sistema muito eficaz para cortar curto os problemas de apalpadelas, seja pela implementação de novas regras estritas ou pela formação dos próprios atletas. Encontramos muito regularmente os treinadores aliás, a repetir aos seus jogadores “que não somos nenhuns maricas” e estes nunca se esquecem de colapsar, como que fulminados pela vergonha, ao menor contacto por um outro homem. Não é raro ver as vítimas de tais encostos ao nível do joelho rolarem-se depois na relva afim de se lavarem desse sacrilégio e depois suplicarem pela intervenção de um bruxo que aplicará na parte do corpo tornada impura um pouco de “bomba mágica”. Depois, por segurança, o imprecador culpado ver-se-á infligido um cartão vermelho obrigando-o a ir tomar o duche antes dos outros.
Sim mas aí está, as instâncias do râguebi recusam-se a admitir que o amor entre os homens é uma heresia e no final temos um desporto de dádás no qual os ingleses são campeões do mundo.
Eu fiz rugby.
Desmaiei em 2 treinos e um jogo após o que a minha Mãe me proibiu de jogar.
Luís, vai ler. http://paletos.wordpress.com/
24 Outubro 2008 às 12:02