Depois de uma dose extremamente exagerada vocês devem ter estranhado deixar de haver relatos cinematográficos assim sem mais nem menos aqui no blogue. Estranhado e pensado que por estes lados não fomos mais ao cinema. Mentira. Numa análise muito rápida, ficam a saber que nas últimas semanas vi o Destruir Depois de Ler, com os excelentíssimos George Clooney, Brad Pitt e John Malkovich. Sem esquecer também que é uma produção dos irmãos Cohen. A história é incrivelmente banal mas o humor que se tira dali vale tudo. Depois disso veio o Max Payne. Fui portanto ver a adaptação ao cinema dum jogo de consola ao qual nunca joguei. Gostei do filme, embora seja difícil captar a história à primeira. No fundo, é mais um daqueles blockbusters comerciais, mas não deixa de valer a pena. Entra lá a Nelly Furtado, mas é um facto que não merece grande realce.
Hoje. Epá, hoje, a incógnita era total e a surpresa tornou-se agradável. Deixem-me só dizer, antes de prosseguir, que já é tarde e eu quero ir dormir. E antes disso ainda vou comer qualquer coisa. Isto é para vocês verem o quanto vale a pena voltar aos relatos da 7ª Arte com este filme. Voltemos então ao que interessa. Dizia eu que a incógnita era total. Chegou-me aos ouvidos que estaria no cinema um tal de “Untraceable” (ou em português “Indetectável”). Chegou-me também aos ouvidos que seria um bom filme. E soou-me tudo bem. Lá fomos. E a verdade verdadinha é que entra directamente para o Top 5 dos filmes do ano, para mim. É verdade que vi bons filmes este ano e dificilmente consigo estabelecer um Top 5, pelo que estou apenas armado em parvo ao dizer que este entra lá de caras. Adiante. Parece-me, ao ver isto, que não há preço quando estamos empenhados em vingar alguém. Nem se olha a meios. E incrivelmente um simples computador ligado à Internet pode provocar muitos estragos. Nada de vírus e o camandro, que isso são coisas de meninas. Estragos sérios, tipo a morte. Mas tão implacável vingança teria que ter um fim mais tarde ou mais cedo. Pois. Se querem saber mais, tirem o rabo do sofá e vão até ao cinema, que eu também fui.
Este vai directamente para o Top 5 do ano. Ah, não, esqueçam. Já disse isso.