Out 30

Depois de uma dose extremamente exagerada vocês devem ter estranhado deixar de haver relatos cinematográficos assim sem mais nem menos aqui no blogue. Estranhado e pensado que por estes lados não fomos mais ao cinema. Mentira. Numa análise muito rápida, ficam a saber que nas últimas semanas vi o Destruir Depois de Ler, com os excelentíssimos George Clooney, Brad Pitt e John Malkovich. Sem esquecer também que é uma produção dos irmãos Cohen. A história é incrivelmente banal mas o humor que se tira dali vale tudo. Depois disso veio o Max Payne. Fui portanto ver a adaptação ao cinema dum jogo de consola ao qual nunca joguei. Gostei do filme, embora seja difícil captar a história à primeira. No fundo, é mais um daqueles blockbusters comerciais, mas não deixa de valer a pena. Entra lá a Nelly Furtado, mas é um facto que não merece grande realce.

WantedHoje. Epá, hoje, a incógnita era total e a surpresa tornou-se agradável. Deixem-me só dizer, antes de prosseguir, que já é tarde e eu quero ir dormir. E antes disso ainda vou comer qualquer coisa. Isto é para vocês verem o quanto vale a pena voltar aos relatos da 7ª Arte com este filme. Voltemos então ao que interessa. Dizia eu que a incógnita era total. Chegou-me aos ouvidos que estaria no cinema um tal de “Untraceable” (ou em português “Indetectável”). Chegou-me também aos ouvidos que seria um bom filme. E soou-me tudo bem. Lá fomos. E a verdade verdadinha é que entra directamente para o Top 5 dos filmes do ano, para mim. É verdade que vi bons filmes este ano e dificilmente consigo estabelecer um Top 5, pelo que estou apenas armado em parvo ao dizer que este entra lá de caras. Adiante. Parece-me, ao ver isto, que não há preço quando estamos empenhados em vingar alguém. Nem se olha a meios. E incrivelmente um simples computador ligado à Internet pode provocar muitos estragos. Nada de vírus e o camandro, que isso são coisas de meninas. Estragos sérios, tipo a morte. Mas tão implacável vingança teria que ter um fim mais tarde ou mais cedo. Pois. Se querem saber mais, tirem o rabo do sofá e vão até ao cinema, que eu também fui.

Este vai directamente para o Top 5 do ano. Ah, não, esqueçam. Já disse isso.

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Out 27

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Out 25

Um senhor encontrou um problema no seu video-jogo de golfe (Tiger Woods PGA Tour) e colocou um vídeo no YouTube a ilustrar a coisa:

Quem fez o jogo foi a EA Sports e na EA Sports, há mentes brilhantes que dão respostas brilhantes no YouTube:

Estou rendido. Estes senhores são grandes.

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Out 23

O râguebi.

Há desses desportos que advogam a virilidade, que reivindicam a heterossexualidade, que recusam a chafurdarem-se nos meandros enlameados do contacto carnal entre os homens. O râguebi não está ao número desses e quer-se, ao contrário, o porta-estandarte dos desportos de maricas.
O ténis erradicou há muitos anos, por exemplo, o problema da homossexualidade impondo a separação dos adversários por um entrelaçado de redes flexível. Os boxistas equiparam-se de luvas muito espessas afim de evitar o contacto físico directo durante os seus jogos de segura-aqui-a-minha-barbinha. O futebol instaurou, quanto a ele, um sistema muito eficaz para cortar curto os problemas de apalpadelas, seja pela implementação de novas regras estritas ou pela formação dos próprios atletas. Encontramos muito regularmente os treinadores aliás, a repetir aos seus jogadores “que não somos nenhuns maricas” e estes nunca se esquecem de colapsar, como que fulminados pela vergonha, ao menor contacto por um outro homem. Não é raro ver as vítimas de tais encostos ao nível do joelho rolarem-se depois na relva afim de se lavarem desse sacrilégio e depois suplicarem pela intervenção de um bruxo que aplicará na parte do corpo tornada impura um pouco de “bomba mágica”. Depois, por segurança, o imprecador culpado ver-se-á infligido um cartão vermelho obrigando-o a ir tomar o duche antes dos outros.
Sim mas aí está, as instâncias do râguebi recusam-se a admitir que o amor entre os homens é uma heresia e no final temos um desporto de dádás no qual os ingleses são campeões do mundo.

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Out 23

Não sei se os créditos lhe pertencem, mas vi no blogue do meu amigo Samuel Úria o melhor cartaz promocional de sempre. Faça-se vénia.

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Out 16

Quando o amigo Paulo Pedro vier colar-se à tua perna durante uma hora para tentar explicar quão bem o novo cano de escape do seu Citroen combina com as suas jantes de fibra de carbono, não hesites em sacar da réplica em consequência: “Falarei disso ao meu cavalo”.

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Out 12

Estou a lembrar-me agora de um dia que passei há uns meses na quinta de um amigo meu. Estava prevista uma tarde de convívio, com posterior jantar e já pela noite, uma tertúlia debaixo do céu estrelado. Durante a tarde, as actividades lúdicas passaram por tiro ao alvo com arco e setas, futebol e… tiro ao alvo com pressão de ar às rãs que alegremente e a bom som saltitavam no pequeno lago artificial. Eramos uns cinco ou seis e acertámos em pelo menos uma rã cada um. À noite, na tertúlia, qual foi o tema que o orador tinha para partilhar connosco? A criação de Deus, pois claro. Fiquei cá com uma bolinha no estômago que nem vos conto.

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Out 12

Dou notícias. Das cinco pessoas e meia que lêm este humilde trapo, já duas manifestaram desagrado por ver que tenho deixado isto às moscas. É compreensível, tendo em conta que realmente a pachorra para aqui escrever tem sido pouca. E isto até é irónico porque o mundo é vasto. Quero com isto dizer que o planeta tem qualquer coisa como 40 mil quilómetros de circunferência na linha do Equador, que há aproximadamente (doce eufemismo) 6,6 mil milhões de habitantes nesta Terra e logicamente um sem número de pontos de interesse diferentes. Quero com isto dizer que com tanto espaço na Terra, com tanta gente e com tantos assuntos, parece incrível e até patético eu não ter nada para aqui dizer. Mas é verdade, é isso que acontece. Mas vou tentar ser mais incisivo. No Verão que há pouco acabou, por exemplo, passei três dias completos de férias em Vieira de Lieira, que, diga-se de passagem, foram as minhas únicas férias neste período estival de dois mil e oito, onde eu sinceramente consegui recuperar dos 362 restantes dias do ano. A parte chata é que nos dias seguintes aconteceram coisas menos agradáveis e passei de um oposto de felicidade ao outro, mas esses foram três dias maravilhosos. No início de Setembro um amigo casou e, antes disso, a gente organizou-lhe a despedida de solteiro. Só digo que oito gajos investiram uma quantia comum de 5 euros e no final da noite os lucros foram de 400%. Nada mau. Por outro lado, é preciso dizer que a verdadeira despedida de solteiro, aquela que rebenta com as vias respiratórias e digestivas dum gajo, só teve lugar uns dias depois. Improvisada, claro. Vi coisas que as pseudo-bandas de pop actuais invejariam se soubessem. E por cá me fico. Aproveito ainda para trazer à baila aquele assunto tão badalado nos últimos dias, onde os gays… perdão, os homossexuais, vieram à rua reinvidicar os seus direitos como, hum, casais?! Desconfio que essa gente toda veio manifestar para a rua de écharpezinha para não apanhar constipaçõezinhas. Não é verdade? Não há muito mais a dizer: que eu saiba o Livro dos Livros só prevê relacionamentos entre rapaz e rapariga, logo o ponto final está posto. Por falar em constipações… na semana passada apanhei uma valente gripe que me pregou à cama, coisa que eu já suspeito ser recorrente por esta altura todos os anos. Não há nada a fazer. Nauseas, dores de cabeça, tosse em quantidade e quilos de lenços usados. Pois não, não há nada a fazer. Por hoje acho que vou ficar por aqui, neste momento estou a ouvir a tal nova bolacha lançada agora pelos meus amigos Os Pontos Negros. E de facto, 80% das segundas vozes desse disco só podem ser ouvidas no carro do Tiago Guillul.

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Out 7

« Ciosos da sua música e do seu valor, Os Pontos Negros foram convidados a incluir um tema na banda sonora da série ‘Morangos com Açúcar’, mas recusaram: “Achámos que o nosso trabalho não estava a ser respeitado. Não queiram oferecer contrapartidas nenhumas. Era como se um clube contratasse um jogador e a contrapartida que lhe davam era a ‘honra’ de vestir a camisola”, disse Jónatas. Segundo o guitarrista, “os ‘Morangos’ não são uma série com que nos identifiquemos, mesmo com os valores que são transmitidos”, justificou. »

Aqui

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Out 2

Já há blog oficial, carago!

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