Short version. Pelas dez da manhã meti-me no carro em direcção ao Peso da Régua. Pelo caminho, pequeno-almoço em Lamego. Depois da Régua o destino foi o Porto onde, inevitavelmente, comi uma francesinha acompanhada de um molho “picantíssimo” (Aniki, Congresso da Convenção, diz-te alguma coisa?) na Avenida da Boavista. Posterior visita à Casa da Música e passeio pela Ribeira antes de regressar. Pelo meio, desvio por Estarreja e Aveiro para ir dar um olá à praia e ir arranjar uns pastéis. Then, back to home. Home sweet home. Eram dez da noite.
Andava ele no quinto ano quando a turma fez uma viagem de estudo a uma cidade vizinha. Cinquenta quilómetros separavam-nos da capital olímpica helvética e o meio de locomoção mais a jeito era o comboio. Nessa sexta-feira a miudagem aprendeu, ou fez de contas, algumas coisas sobre a Mesopotâmia, o norte de África, a arqueologia e os primórdios da tecnologia actual. Museus de pedra para alunos não menos pedrados de sono e com a vivacidade de um calhau. Uma bela combinação que acabou por lhe proporcionar das piores médias de que se lembra na disciplina de História, porque nunca foi muito amigo do passado. Na ida a boa disposição ainda se estampava na cara deles, absorvidos pelas brincadeiras típicas daquela geração de imberbes. Os amigos haviam acabado de lançar o boato de que uma rapariga gostava dele. Não era boato, e os amigos desafiaram-no a entregar a sua chama à colega. Em boa verdade ele fartara-se de ouvir as piadolas de mau gosto e acabou por sucumbir. Entregou-se e estava oficialmente perante a sua primeira amizade mais que cor-de-rosa. Era namoro. Toda o dia de visita se fez acompanhar por um “lado a lado” nas caminhadas, e pouco mais. Nada de olhares cumplices nem palavras meigas. Sempre frio que nem uma pedra da Mesopotâmia. No regresso, a nova condição obrigara-o a sentar-se ao lado dela, muito embora o trajecto tenha decorrido debaixo de um silêncio arrebatador. Essa viagem de comboio poderia ter ditado uma alteração de estado civil no seu bilhete de identidade se porventura a coisa tivesse pegado. Não pegou mesmo e na segunda-feira seguinte anunciava à menina que rompia o namoro. Nem um único beijo havia existido. Nunca gostou dela. Apenas perdeu a paciência e calou os amigos.
Os sentimentos invadem-me e eu fico a olhar para eles. Até parece que tenho opção de escolha. Fico a olhar para eles a tentar perceber onde é que me estão a levar. Pouco a pouco vou deixando de oferecer resistência e gradualmente ofereço-me a este estado que se quer apoderar de mim. Quem é que tento enganar? Já se apoderou! Já percebi onde me querem levar e a resistência já era. Agora, é tudo uma questão de paciência. A paciência também é um sentimento e muitas vezes bem útil. Paciência porque à minha frente nada mais tenho senão um túnel quase integralmente vestido de preto e despido de luz. Quase integralmente. Há sempre uma pintinha lá no fundo que nos mostra o caminho a seguir. Difícil é ultrapassar os obstáculos e alcançar a meta. Na meta, esperam por nós mais sentimentos indiscretos.
Diz que é uma espécie de post filosófico para quem o quiser entender ©
Mano a mano medimos manias à maneira.
Murmuras modelo em madona
Mas tu beijas, tu beijas como uma freira.
Tiago Guillul
Parece estar a tornar-se um novo hábito. As sessões da meia-noite de quarta-feira subvertidas e transformadas em banalíssimas sessões de domingo à noite. Tempos de Verão, dirão alguns. Hoje voltou a acontecer. Qual o alvo? A Múmia. Ah e tal vamos todos, vai ser giro e o camandro. Conclusão: três a ver a Múmia, três a ver um terror qualquer e quatro a ver o Batman (falharam as anteriores oportunidades).
Novamente a companhia mostrou-se excelente, muito embora a minha cabeça estivesse um bocado a leste grande parte do filme. É verdade. Estava distraido. Mas eu sou como o meu pai quando dorme: sempre um olho nos acontecimentos. Acompanhei o filme.
O terceiro capítulo da saga desiludiu um pouco. Dois episódios no Egipto e depois somos levados abruta e descaradamente para a China, aquele exemplo mundial de gestão de população. Diria que muito embora tenha gostado dos dois primeiros, a verdade é que não me marcaram o suficiente para agora poder fazer uma comparação objectiva com este novo filme. As paisagens são bonitas, os actores são bons e quem tratou da parte humoristica fez bem o seu papel, pois é fácil soltar umas boas gargalhadas ao longo do filme. Uns esqueletos manetas a saltarem de alegria pela vitória proporcionam um bom riso. Adiante… ainda estou para perceber (e não falando aqui só deste filme) como é que se pode lançar um filme trocando um actor, que faz uma personagem, por outro. A sério. O único exemplo credível do contrário em toda a história do cinema deverá ser o James Bond. Mas adiante também. Boas cenas de acção, só que mesmo com um Jet Li em grande e duas actrizes asiáticas muitíssimo belas, não me consigo adaptar a cinema oriental. É aqui que me devem perdoar o Aniki e o Kid Sundance, mas azar.
Não consigo, em boa verdade, afirmar se valeu o investimento. Diria que já vi pior. Se fosse no Egipto tinha mais graça.
Lutar por objectivos é sempre bom e positivo. Nesse sentido, não posso deixar de admirar a minha querida amiga Selma quando diz que há um sem-número de coisas que quer fazer este Verão. Eu não sou muito dado a este tipo de “to do lists” pois sei que haverá sempre mais condicionantes do que ajudas no que toca a alcançar este tipo de metas. Há, no entanto várias coisas que eu meti na cabeça que quero fazer até que a velhice me apanhe (ou até que Jesus Cristo nos agracie com a sua segunda vinda). Coisas naturais da vida, daquelas que parecem cliché. E são cliché, mas continuam a ser objectivos.
No entanto há um que espero conseguir cumprir. É um desejo de certo modo materialista, tendo em vista a minha única satisfação momentânea mas que eu quero realizar. Cada um tem os seus hobbies e as suas fontes de interesse. E uma das minhas é esta:





Macacos me mordam se eu não assistir ao vivo às 24 Horas de Le Mans. Mesmo que as edições que mais me apaixonaram forem as compreendidas entre 1996 e 1999.
