Ah, é verdade. Na quarta-feira passada houve sessão da meia-noite de cinema. Já sabem. O costume. Fomos ver o Hellboy 2. Se me apetecer um dia destes falo nele aqui, mas não estejam muito confiantes…
De há uns tempos para cá apetece-me falar de certas coisas com uma liberdade que até hoje não consegui aqui atingir. Se a ocasião se proporcionar (ou ponham isto no plural, também dá!), este blogue irá mergulhar numa dimensão mais íntima e directa. Até lá…
Há anos que não andava tão sereno e bem comigo próprio. De um momento para o outro tudo o que andava aos trambolhões na minha cabeça começou a fazer sentido e a encaixar perfeitamente nesta coisa complexa que é a “lógica”. Se antigamente ao menor sinal de pressão já estava a desmanchar-me em derrotas por todo o lado sem sequer ter tempo de retaliar, agora não, essa mesma lógica tem-me dado a energia necessária para ser razoável, cauteloso, inteligente e sábio. Há rumores, há boatos e palavrinhas que vão ecoando por entre o frenezim do dia-a-dia, e eu… fico impávido a tentar identificar-me no meio disso tudo. Uns dirão que é uma questão de tempo. Outros dirão que é uma questão de sabedoria. Outros ainda que é uma questão de sorte. Sei là. Seja o que for, há anos que não me sentia assim: bem.
Se isto for entendido pelas massas, significa que têm a cabeça pelo menos tão complexa como a minha, para entender algo dito com tantas palavras e que se podia resumir a meia-dúzia.
Enquanto eu escrevo este post está a decorrer a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. Embora pouco tenha visto, foram para mim os jogos mais assistidos de sempre. Por várias vezes, durante as férias, dei por mim acordado às três da manhã a ver algumas provas em directo ou repetições. E a minha conclusão, depois de tudo findo, é ainda mais negativa que a previsão. Apostei na Vanessa Fernandes, na Naide Gomes e no Nelson Évora. A verdade é que não me portei muito mal. Acertei em dois. A Vanessa dignificou o triatlo e o Nelson partiu tudo no triplo salto.
No entanto o saldo para Portugal é muito negativo. Muito mesmo. A Naide Gomes tinha o dever de fazer melhor e a maior parte dos atletas foram uma autêntica vergonha que só confirma o que eu disse mais atrás: a nossa participação é uma palhaçada. Não se admite, numa comitiva que é suposta representar uma nação na maior competição desportiva do mundo, atletas que pura e simplesmente se estão a marimbar para a coisa dizendo parvoices como “de manhã está-se bem é na caminha”. Se de manhã se está bem na caminha o rapazinho devia ter ficado em casa e dar o lugar a outros que iriam a Pequim fazer melhores figuras.
Peguei neste exemplo porque foi o mais gritante pela estupidez que o atleta transmite, mas há outros e todos eles são vergonhosos.
Portugal não merece isto. Enquanto não houver uma mudança de mentalidades, as nossas participações vão continuar a ser palhaçadas e nunca vamos ganhar nada. Não é com uma medalha de ouro e outra de prata que o Mundo se vai lembrar de nós.
Ela decidira finalmente fazer um piercing no umbigo e o que lhe doeu mais acabaram por ser os efeitos secundários: um par de estalos e ficar privada de consolas e saídas durante duas semanas. A idade pesou-lhe.
Esta semana devo dar uma escapadela a Água de Madeiros. Não é que vá lá encontrar alguém especial. Não. São outros factores que vão fazer desta escapadela um momento agradável. O sítio, e a praia, também, mas não só. E por aqui me fico.
Ainda vou colocar alguns créditos na Vanessa Fernandes, na Naide Gomes e no Nelson Évora, mas façam eles asneira e a nossa participação nos Jogos Olímpicos de Pequim estará transformada numa palhaçada. Merecida, no entanto. Ainda me hão-de explicar porque é que todos os nossos atletas olímpicos disseram convictamente e sem papas na língua que “estavam na melhor forma de sempre e prontos para grandes vitórias”.
Esta foi a minha boca de domingo à noite, patrocinada pelos comprimidos para a dor de cabeça.
O Verão está-me a sair furado e, vão por mim, isto não tem rigorosamente nada a ver com um eventual furo naquilo a que as pessoas chamam de estufa quando se fala da camada do ozono. Está-me a sair furado porque os projectos estão a ser alterados. No fundo, nada a que este país não esteja já habituado: mudanças de última hora.
Podemos associar músicas a pessoas sem que invariavelmente comecemos pensar nelas de cada vez que ouvimos a melodia?
