Sou Holandês desde pequenino.
Hoje Ontem fui ao Porto. Ajudar um grande amigo a trazer umas compras em grande feitas no IKEA. Exceptuando a parte do trânsito na Ponte da Arrábida, a tarde até foi agradável. Estive com pessoas que me são queridas, e isso prova novamente que, mesmo indirectamente, o Porto continua a fazer-me bem. Um sprint a três por entre as secções de labirinto do IKEA teve a sua piada e o jantar foi uma galhofa. A Selecção estragou tudo. Poderia ter sido uma tarde muito boa, mas a Selecção estragou tudo. Mudanças têm que ser feitas não só no banco. E eu dou-me bem com o Porto.
Sessão da meia-noite de quarta-feira. Hoje houve mas não foi para mim. Antes da sessão da meia-noite de quarta-feira estive com a malta a tomar o cafézinho das onze de quarta-feira mas depois enfiei-me no carro e vim embora. Não estava para cinemas hoje.
Mas como para eles houve filme, vai haver na mesma crónica. Desafio o excelentíssimo “jmf” assumir o meu lugar e a dar-nos a sua perspectiva do filme. Com humor ou não, isso é lá com ele. Bora lá? É só reencaminhar para o meu e-mail.
Com toda esta palhaçada em volta do Europeu, os propósitos do Grande Lápis Morto têm-se desviado da ideia original. Nota-se o ambiente de euforia que invadiu o país. São os jornais, é a TV, a rádio, as publicidades, o mercado, as pessoas… toda a gente fala nisto. Campeonatos do Mundo e Campeonatos da Europa têm esta particularidade: fazer parar tudo e centrar as atenções num rectângulo verde com cinquenta mil cadeiras (às vezes menos) à volta e uma bola a saltitar no meio. E eu não fujo à regra. Por outro lado, a minha vida anda tão pacata e tão serena (e isso é mau) que nenhum dos propósitos originais deste blog poderia ser servido com dignidade. Ficamo-nos pela bola e cá para mim aquilo é penalty.
Os castigos ao Pirlo e Gattuso foram o melhor que podia ter acontecido à Itália. Agora, com De Rossi, Perrotta e Aquilani no onze inicial, a Espanha levará uma sova descomunal, enquanto que, com Pirlo, Gattuso, De Rossi e Perrotta no onze inicial, levaria apenas uma sova.
Foi preciso esperar este tempo todo para que os Coldplay conseguissem captar a minha atenção. Não se iludam… a cor engana. Vale a pena, é bom, mas o provável é eu me esquecer deles mal lancem a próxima música. Por agora, my playlist says “Violet Hill”.
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Assumo publicamente, com toda a frontalidade, sem pudor e sem reservas, o que respondi à Carla na caixa de comentários do post anterior, quando questionado sobre se tinha alguma coisa a dizer sobre o jogo de hoje de Portugal:
Simples. Passagem já assegurada, põe-se a jogar a equipa de suplentes e dá no que dá. Nada de anormal. Se há uma equipa titular, por alguma razão é. E assim garantimos o apoio dos suiços para o resto da competição.
E não, não estou a ter dois pesos e duas medidas.
AhahahahahahahahahahahahahahHAHAHAHAHAHAH
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!!!!!
Parece-me primordial, de modo a conservarmos as nossas raízes culturais, que o próximo seleccionador de Portugal tenha bigode. Humberto Coelho, na altura do seu reinado tinha-o; António Oliveira, na altura do seu falhanço tinha-o; e Luiz Felipe Scolari, estando prestes a ganhar o Europeu, tem-o. Meus amigos, ter bigode é um pré-requisito para alguém almejar ocupar o lugar de orientador da equipa das Quinas. Como queremos o patriotismo de volta (estão, portanto, excluidos os estrangeiros) e como não temos em Portugal mais ninguém com punho suficiente para dirigir estes gajos todos, resta-me concluir que a nossa salvação só tem um nome:

Aposto com quem quiserem que o José Mourinho chegava aqui e limpava isto tudo.
Compaixão, dó, pena, carinho, simpatia, benevolência ou hospitalidade… chamem-lhe o que quiserem mas quando um gato aparece na nossa quinta e decide montar tenda e acampar, é esse o sentimento que se impõe. Foi de facto o que aconteceu. Passaram semanas. Idealmente seria não ter aparecido, mas como apareceu, a compaixão meteu-se ao barulho e, comida puxa comida, festinha puxa festinha, o animal acaba por se afeiçoar e encontra ali uma família. Gato ainda jovem, para mais. Agora, qual guardião do templo, dorme com um olho aberto na espécie de resguardo à porta de casa. Não mia, mas guarda. Bem que quer bater à porta e fazer-se de convidado, as garras imprimidas nela são prova disso, mas ainda há uns incondicionais a quem os pequenos animaizinhos indefesos não dizem nada, por isso o bichinho continua a não ter o passe de acesso livre. Desconfio falta de compaixão, dó, pena, carinho, simpatia, benevolência ou hospitalidade ou o que lhe quiserem chamar.
Eu já adoptei o gato, e ele já me adoptou a mim. Mas continua sem nome. Sugestões?
E mais acrescento. A pedido do Tiago, aqui fica uma captura fotográfica do boneco.
