Fev 29

Ando desanimado. Eu, que passo o tempo a tentar transmitir aos outros a minha boa disposição ou pelo menos a minha visão positiva das coisas, ando desanimado. Eu, que nos últimos tempos tenho dedicado imenso tempo a uma amiga importante, a tentar ajudá-la e estar presente, ando desanimado. Ando desanimado com variadíssimas coisas. Algumas desanimam-me porque é assim mesmo, mas outras desanimam-me apenas por culpa própria. Enfim… Março está aí à porta e espero conseguir animar um bocado. Animar outros, isso, sempre fez parte da minha agenda diária.
Algures no Messenger digo que há dias em que no meio das tretas habituais, consigo sentir-me bem e ser feliz; e desafio as pessoas que contribuem para isso a reconhecerem-se. Mas o problema disto tudo é que são momentos de felicidade momentânea. De horas, de dias, eventualmente de semanas, mas com muito desânimo pelo meio. Desânimo em momentos chave.

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Fev 28

E eu gosto cada vez mais de determinadas coisas. Tal como as pessoas que começam a gostar de espinafres assim sem mais nem menos. O mais natural seria deixar de gostar, mas não, gosto cada vez mais. E não são espinafres.

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Fev 26

Em determinada altura da sua pequenez chegou a usar gravata de elástico com um padrão muito duvidoso. Não porque os pais o obrigassem, mas porque estava realmente convencido que tinha classe e que alguém o ia congratular por tamanha elegância mais cedo ou mais tarde. Aconteceu, no dia em que a professora o mandou para casa quando resolveu ir assim vestido a uma reunião de pais que não lhe dizia respeito.

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Fev 26

Este post é um contraste daquilo que tenho escrito aqui. Se tenho sido bastante crítico e negativo quanto aos relacionamentos, já este post é o exacto contrário. A prova de que continua a haver amigos que, pela sua enorme gentileza e altruísmo, conseguem alegrar-nos e dar-nos uma visão das coisas altamente positiva. Há um assunto que me tem deixado bastante sensível e sobre o qual tenho conversado com uma excelentíssima amiga (do coração). Mas a minha relação com ela é tão especial que por vezes perdem-se as palavrinhas que tocam, perde-se aquele tacto suave que faz tão bem. A relação é tão especial que as conversas tendem em seguir o caminho mais natural, sem grandes rodeios e sem grandes paragens estratégicas. Neste caso preciso, foi outra amiga a avançar a sua característica de ouvinte. O mesmo assunto, discutido desta vez com uma intensidade e ansiedade tal que representou por si só uma lufada de ar fresco. Uma réstia de esperança, em suma. Foi essa amiga com quem não estou tão habituado a grandes tempos de partilha que pegou nessas palavrinhas que tocam. Ganhou-se o tacto suave e fez muitíssimo bem. A conversa seguiu um caminho menos natural mas com mais focagem nas pequenas coisas importantes. Demonstrou com palavras meigas que tenho importância e que sou apreciado por muitos. Ou seja, mesmo no meu ponto fraco conseguiu ser persuasiva. E realmente, pela simplicidade que esta conversa teve, foi uma conversa de altíssimo calibre.

Preciosidades do dia-a-dia… ou preciosidades de Deus?

P.S. - a amiga especial, do coração, continua a sê-lo e não vai perder esse atributo tão cedo. Mas há também outros amigos que sabem falar-nos quando mais precisamos. E o melhor de tudo é que… surge do acaso.

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Fev 24

Ele teve uma infância difícil porque não conseguía olhar os seus camaradas directamente nos olhos. Mas se ousasse olhar alguns dos seus camaradas nos olhos, levava um chapo nos dentes. No fundo, teve uma infância difícil porque a sua fisionomia facial nunca esteve muito inspirada.

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Fev 23

Era uma vez um lápis sim senhor. Gostei da referência e permite-me dizer já agora que o meu sorriso nunca conseguirá rivalizar com o teu.
Quanto ao cerne da questão, reforço que o anonimato nesta altura é algo muito relativo. O lápis permanece anónimo, apesar de deixar umas notas de rodapé discretas aqui e ali para uns poucos tirarem nota. Uso da minha veia egocêntrica e vaidosa para afirmar que neste jogo há os privilegiados e os condenados. Considera-te como uma privilegiada que está condenada a saber quem sou, ao inverso da maior parte das pessoas que estão condenadas a não ter o privilégio de me conhecer. Confusa? Nevermind…

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Fev 23

Duas letrinhas do início do abecedário têm feito as delícias da minha mente e do meu coração nos últimos tempos. São duas letrinhas que encaixam mesmo bem com mais algumas outras e que têm a particularidade de soar muito bem ao ouvido quando pronunciadas suavemente. Venham elas um dia a ser reforçadas com o marcador de tinta permanente ou apagadas à borracha, por agora continuam cá, no meu coração.

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Fev 22

« Não ando desanimado. Tenho dias, tenho instantes… acho que todos temos momentos em que as coisas não fazem sentido… e eu sempre tive, mas agora deito algumas coisas cá para fora, simplesmente. »

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Fev 22

Vamos lá ver, eu disse que este blog seria maioritariamente destinado a desabafos e ajustes de contas meus. Maioritariamente não significa totalmente. Não olhem para o Grande Lápis Morto como um blog negativista. É apenas um blog que reflecte os momentos mais deprimentes – e patéticos! – da minha vida. Juro-vos que, se tivesse jeito, contava umas graçolas para isto animar um bocadinho.

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Fev 22

Sou o único a pensar que os Arctic Monkeys e a Kate Nash são sobrevalorizados?

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